Esta semana, a Forbes publicou uma reportagem bem interessante sobre Neuromarketing e as próximas eleições presidenciais americanas, que serão realizadas em 2020. Será que um pode impulsionar os resultados de outro?
Considerando que aqui no Brasil também teremos eleições no próximo ano, para prefeito e vereador, resolvemos fazer um compilado dessa reportagem da Forbes, trazendo as principais informações apresentadas.
Profissionais de marketing político sempre acompanham atentamente os resultados apresentados pelas pesquisas, ao mesmo tempo em que monitoram o progresso de seus candidatos nos canais online e offline. Tradicionalmente, esses são os melhores dados disponíveis, apesar das limitações apresentadas pelas pesquisas feitas por telefone, e-mail ou pessoalmente.
Em 2016, o republicano Donald Trump venceu as eleições presidenciais dos Estados Unidos ao derrotar a democrata Hillary Clinton. Na época, as pesquisas tradicionais previam justamente o resultado oposto; por isso, o resultado das eleições americanas surpreendeu muita gente.
Mas será que as ferramentas da neurociência podem auxiliar os profissionais de marketing político durante a campanha eleitoral?
Em 2016, em alguns estudos feitos pela empresa americana MediaScience, viu-se que as informações apontadas pelas ferramentas da neurociência contradiziam as pesquisas tradicionais de intenção de voto.
Durante os debates, é comum que os apoiadores de um candidato fiquem entusiasmados quando ele está falando, e que eles demonstrem emoções negativas quando a oposição está falando. Mas utilizando as técnicas da neurociência, descobriu-se, nos debates, o quanto os próprios democratas odiavam a candidata Hillary Clinton. Claro que apareceram emoções negativas entre os democratas quando Trump discursava, mas os resultados negativos foram muito mais fortes quando Hillary estava falando.
Já os republicanos, apoiadores de Trump, responderam muito bem às coisas que ele dizia. Os níveis de entusiasmo para eles era muito maior, embora eles não estivessem dispostos a falar sobre isso publicamente. E mais: suas medidas de pesquisa foram muito mais silenciosas do que as suas respostas emocionais reais.
Pistas como essas, é claro, não podem, por si só, prever com precisão os resultados de uma eleição. Porém, elas podem sugerir que as previsões baseadas em padrões tradicionais de pesquisa podem ser menos precisas do que o habitual.
Os estudos feitos pela MediaScience também mostraram problemas com as mensagens de Hillary Clinton na campanha de 2016. Por exemplo, um anúncio de Hillary, que buscava contar uma história emocionante sobre uma jovem garota, gerou um baixo escore de engajamento entre os eleitores. Ou seja, eles não se sentiram nenhum pouco emocionados com a história apresentada no anúncio.
Segundo a Forbes, a partir de agora, parece inevitável que as campanhas políticas usem técnicas de neuromarketing para entender as emoções dos eleitores.
Um dos profissionais da MediaScience entrevistados pela Forbes disse: “Há muita coisa assustadora quando você olha para os dados biométricos. Quando você ouve pessoas … elas dizem o que é politicamente correto sobre determinado assunto. Quando você olha para os dados biométricos, vê uma pegada muito diferente”.
Além disso, os dados biométricos fornecidos pelo eye tracker (rastreamento ocular) podem ser utilizados para otimizar flyers e vídeos, mostrando quais aspectos captam uma maior atenção visual por parte dos eleitores.
Se você quiser conferir a reportagem completa da Forbes, em inglês, é só clicar neste Link.
Aqui na Neurometrics Brasil, temos as ferramentas que podem auxiliar profissionais de marketing político e até mesmo os próprios candidatos a entenderem a mente de seus eleitores. Para saber mais sobre isso, entre em contato com a gente.
Abraços,
Equipe Neurometrics Brasil.

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